SIMPÓSIO 10 – CULTURA MATERIAL DA ÁFRICA E SUAS DIÁSPORAS: ARQUEOLOGIAS, MEMÓRIAS, PRETAGONISMOS, EPISTEMOLOGIAS E REIVINDICAÇÕES COLETIVAS

RESUMO: O Simpósio Temático Cultura material da África e de suas diásporas: Arqueologias, Me-mórias, protagonismos, epistemologias e reivindicações coletivas propõe uma reflexão críti-ca sobre os fundamentos coloniais que historicamente estruturaram as ciências humanas, em especial a arqueologia, a história e a antropologia. O Simpósio Temático problematiza a persis-tência do racismo, da colonialidade do saber e do epistemicídio nas práticas acadêmicas, em diá-logo com autores como Frantz Fanon, Achille Mbembe, Boaventura de Sousa Santos, Amadou Hampâté Bâ e José Reginaldo Santos Gonçalves. Ancorado em perspectivas contracoloniais e decoloniais, o simpósio enfatiza as epistemologias, ancestralidades e cosmopercepções africa-nas, afro-diaspóricas e indígenas, reconhecendo povos negros, quilombolas e indígenas como sujeitos históricos e protagonistas na produção de conhecimentos. Nesse sentido, valorizam-se abordagens que dialoguem com a antropologia da cultura material, a arqueologia comunitária e a história pública, compreendendo os objetos, os territórios e as memórias como campos de dis-puta simbólica e política. O Simpósio Temático privilegia pesquisas comprometidas com políti-cas de salvaguarda, lutas por reconhecimento e reivindicações coletivas de comunidades tradici-onais, bem como produções acadêmicas desenvolvidas por pesquisadoras e pesquisadores ne-gros, quilombolas e indígenas. Afirma-se o lugar de enunciação e as ontoepistemologias afro-indígenas como pressupostos éticos, políticos e metodológicos fundamentais, em consonância com as reflexões de autoras e autores como Lélia Gonzalez, Eduardo David de Oliveira e Wande Abímb??lá. Dessa forma, o simpósio se constitui como um espaço de escuta, diálogo, fortaleci-mento e produção coletiva de conhecimentos, orientado à construção de práticas acadêmicas comprometidas com a justiça epistêmica, a pluralidade de saberes e o reconhecimento da cultura material negra como eixo central para compreender as memórias, as resistências e as lutas na África e em suas diásporas; assim como um espaço de troca e fortalecimento dos pesquisadores que compõem o GT Sab Cultura material da África e de suas diásporas.