O Encontro de Teoria Arqueológica da América do Sul (TAAS) é um evento bienal que surgiu dos anseios e a necessidade de articular diferentes perspectivas arqueológicas praticadas na América do Sul, tendo em vistas as perspectivas do Sul Global e potência de muitos estudos que vem se desvencilhando de paradigmas eminentemente eurocentrados, principalmente os anglo-saxões.
A ideia de um evento continental começou a tomar forma em 1996, na Argentina, reunindo interessados das universidades de Cajamarca, UNICAMP e USP, além do apoio do Congresso Arqueológico Mundial (WAC). O primeiro encontro foi realizado em 1998, na cidade de Vitória, no Espírito Santo (Brasil), seguido de Olavarría, Argentina, em 2000; Bogotá, Colômbia, em 2002; Cajamarca, Argentina, em 2007, Caracas, Venezuela, em 2010; Goiânia, Brasil, em 2012; San Felipe, Chile em 2012; La Paz, Bolívia, em 2016; Ibarra, Equador, em 2018; Oaxaca, México, em 2022 (adianto de 2020 em decorrência da Pandemia da COVID – 19; Huaraz, Peru (2024).
Conforme demonstrado, existe um forte compromisso entre pesquisadores, estudiosos, professores e estudantes em manter a periodicidade do evento, que chegará a sua 12 versão. E nessa trajetória, o TAAS sempre levou em conta as premissas de interiorização do conhecimento com opção por sedes de eventos que descentralizem o eixo das grandes cidades da América do Sul, em um forte compromisso com a democratização dos saberes arqueológicos em uma perspectiva mais ampla. O fato do Brasil ter sediado o último TAAS em 2012, em Goiânia, há mais de 15 anos e a constatação acerca da diminuição da participação brasileira nas últimas edições do TAAS, tanto no Equador, quanto no Peru foram aspectos levados em consideração pelos coletivos sul-americanos para que o XII TAAS fosse realizado no Brasil.
Assim surgiu a candidatura de São Luís, Maranhão, a primeira sede Amazônica para organização da versão de 2026 do referido evento, que foi escolhida por unanimidade na Plenária final do XI TAAS.