Apresentação

O TAAS 2026, em São Luís do Maranhão se reverte de grande importância, o que justificou a Comissão do TAAS 2024, em Huaraz, Peru, indicar fortemente a sua candidatura. Dentre os motivos, destaca-se que pela primeira vez o evento é realizado em uma cidade Amazônica, aspecto que traz grande visibilidade em decorrência das atenções globais pela realização da COP – 30, em Belém, em novembro de 2025.

Neste contexto, o TAAS será um espaço importante de debate acerca dos encaminhamentos do evento, sobretudo os efeitos das mudanças climáticas no modo de vida dos povos e comunidades tradicionais e seus patrimônios culturais e arqueológicos e a luta pelos direitos em um processo democrático.

No aspecto acadêmico, o TAAS vem construindo uma agenda sul-americana que vem consolidando as redes de pesquisas pela constância em sua realização e temáticas relevantes, com destaque para o fortalecimento e promoção de perspectivas teóricas e práticas arqueológicas e suas implicações para o passado e o presente da América do Sul; ampliação do intercâmbio e construção do conhecimento entre instituições, grupos de pesquisa, comunidades e instituições científicas; envolvimento de estudantes de diferentes níveis com os debates mais atualizados acerca da arqueologia na América do Sul.

Dentre outras finalidades, enfocam-se: aproximação da academia e a sociedade, revelando outras epistemologias e saberes no âmbito da arqueologia; espaço para visibilidade das lutas dos povos da América do Sul, na defesa de seus territórios, história, cultura, visões de mundo e modos de vida. Nesta edição, a finalidade é discutir o patrimônio arqueológico como um direito fundamental, estabelecendo canais de diálogos com os detentores destes bens em uma perspectiva democrática, cidadã, simétrica e colaborativa. Para isso, o evento se organiza para correlacionar o papel da arqueologia para além de sua função acadêmica e científica, contribuindo para fortalecimento dos debates democráticos na América do Sul.