SIMPÓSIO 40 – REFLEXÕES TEÓRICAS E PRÁTICAS DE ATUAÇÃO NO CONTEXTO DA COLABORATIVIDADE E DA ARQUEOLOGIA PÚBLICA NA AMÉRICA LATINA

RESUMO: A Arqueologia Pública, dentre as diversas definições que a abarcam, apresenta, nas palavras de Richardson e Almansa-Sánchez (2015), uma conotação que permite uma amplitude conceitual particularmente relevante para a reflexão sobre suas formas de abordagem e aplicação. Trata-se não apenas de uma prática multidisciplinar, como frequentemente designada pelo senso comum, inclusive, muitas vezes, tratando-a como sinônimo de Educação Patrimonial, mas, sobretudo, de um posicionamento teórico, que se materializa por meio de diferentes caminhos metodológicos, como a comunicação, o envolvimento social, a preservação coletiva e a gestão dos recursos arqueológicos. Essa amplitude teórica possibilita compreender como a Arqueologia Pública pode, entre suas múltiplas potencialidades, fomentar também reflexões teóricas capazes de gerar novas práticas de fruição, colaboratividade e interpretação comunitária do patrimônio histórico-cultural e arqueológico. Nesse sentido, o presente simpósio temático busca apresentar e discutir, de forma coletiva, a diversidade de experiências e reflexões desenvolvidas no campo da Arqueologia e suas conexões com práticas comunitárias e processos de compartilhamento de saberes entre sociedade, comunidades locais e povos originários no Brasil e na América Latina, partindo do entendimento de que pensar a Arqueologia a partir do Sul Global implica reconhecer a América Latina como um espaço epistemológico próprio, marcado por histórias coloniais, desigualdades estruturais e formas plurais de produzir conhecimento, constituindo-se como lócus fundamental para pensarmos as aplicações teórico-práticas aqui desenvolvidas.