SIMPÓSIO 15 – ECOMUSEU SÍTIO DO FÍSICO COMO INSTRUMENTO DE JUSTIÇA SOCIAL: MEMÓRIA, TERRITÓRIO E PARTICIPAÇÃO COMUNITÁRIA EM SÃO LUÍS (MA)

RESUMO: Este trabalho analisa o Ecomuseu Sítio do Físico, localizado em São Luís (MA), como experiência de musealização comunitária voltada à educação patrimonial e à arqueologia pública, enfatizando processos de extroversão do passado e construção coletiva de narrativas. O estudo insere-se no debate sobre práticas museológicas que transcendem a preservação material, ao valorizar patrimônios imateriais e saberes locais em diálogo com a produção acadêmica. O ecomuseu, concebido como território de memória, evidencia a potência da musealização enquanto prática social e educativa, capaz de fortalecer identidades locais e ampliar a representatividade de comunidades afro-brasileiras, quilombolas e indígenas. A análise destaca a dimensão pedagógica do Ecomuseu Sítio do Físico, ressaltando sua contribuição para a democratização do acesso às coleções e para a ampliação das pedagogias curatoriais, em consonância com epistemologias decoloniais e contracoloniais. Nesse sentido, busca-se compreender como a experiência do ecomuseu se configura como espaço de resistência e extensão universitária, promovendo práticas inclusivas que articulam ensino, pesquisa e ação social. O trabalho também discute os desafios da patrimonialização e das políticas culturais, bem como as possibilidades de integração entre arqueologia pública e museologia comunitária na América do Sul. Ao analisar o papel do Ecomuseu Sítio do Físico, pretende-se contribuir para a reflexão sobre os caminhos da educação patrimonial e da extroversão do passado, ressaltando a importância de iniciativas que promovem justiça social, memória coletiva e participação cidadã.