RESUMO: Atualmente, a arqueologia mobiliza cada vez mais reflexões sobre a responsabilidade de mediar seus saberes para públicos diversos, seja por meio de museus, mídias digitais, programas educativos, jogos (digitais e analógicos), redes sociais ou projetos de arqueologia pública. Esta sessão temática busca discutir as interfaces entre teoria arqueológica e práticas de popularização da ciência, questionando como conceitos centrais da disciplina (tempo, materialidade, patrimônio, memoria, identidade e outros) se articulam com estratégias de comunicação e engajamento. A sessão pretende reunir trabalhos que explorem experiências concretas de mediação, as quais incluem: exposições, podcasts, redes sociais, atividades escolares, projetos de “museu fora de museu”, programas de museu escola e outros. Estes trabalhos provocam os pesquisadores a promover análises críticas sobre dilemas éticos, políticas públicas de ciência e formas de produção de saberes. O objetivo é problematizar em que medida a popularização da arqueologia reforça ou desafia narrativas nacionalistas, colonialistas ou simplificadas sobre o passado, e de que modo a articulação entre teoria arqueológica e práticas de comunicação pode ampliar a relevância social da disciplina.